Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 2012 : homenagem a Lucas Dolega, Gilles Jacquier e Rémi Ochlik

EMBAIXADA DE FRANÇA EM MOÇAMBIQUE E NA SWAZILANDIA

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa 2012 : homenagem a Lucas Dolega, Gilles Jacquier e Rémi Ochlik
Por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e para marcar a afeição da França por esta liberdade fundamental, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Europeus presta homenagem à Lucas Deloga, Gilles Jacquier e à Rémi Ochlik, jornalistas e fotógrafos franceses mortos em reportagem, na Tunísia (2011) e na Síria (2012).
Através deles, o Quai d’Orsay presta homenagem à coragem, à liberdade, ao talento dos fotógrafos e dos jornalistas que pelo mundo à fora, apesar da censura e a repressão, correm riscos para informar-nos sobre as realidades do mundo e para alertar-nos contra a manipulação das informações e das ideias.
Exercendo a sua profissão, o seu dever de informar, eles defendem também a nossa liberdade. Eles põem palavras, imagens e sons sobre os sofrimentos e também sobre as esperanças daqueles que, sem eles, estariam condenados ao silencio.
*******
Lucas Dolega

Jornalista franco-allemão, Lucas von Zabiensky Mebrouk Dolega foi morto no dia 17 de Janeiro de 2011 em Tunis.

Após ter começado a sua actividade de fotojornalista no Nouvel Observateur, ele partiu para fazer a cobertura do conflito israélo-palestiniano em 2002. Em 2006, ele integra as agências EPA e EFE e cobre a actualidade mundial : confrontos à volta do CPE (Contrato de Primeiro Emprego) em Paris em 2006, guerra civil do Nord Kivu no Congo em 2008, rebelião dos "camisas vermelhas" em Bangkok em 2010 e finalmente "Revolução de Jasmim" na Tunísia em 2011. No dia 14 de Janeiro de 2011, ele é atingido por um tiro de granada de gás lacrimogéneo e morre três dias mais tarde numa clínica.

Lucas Dolega foi o primeiro jornalista estrangeiro à ser morto na Tunísia e durante a primavera árabe.

Gilles Jacquier

Jornalista francês para o magazine Enviado especial de France 2, Gilles Jacquier foi morto no dia 11 de Janeiro de 2012 em Homs na Síria.

Distinguido com vários prémios de jornalismo, como o prestigiado prémio Albert-Londres audiovisual em 2003, Gilles Jacquier havia começado a sua carreira de grande repórter em1999. Ele cobriu numerosos conflitos : Iraque, Afeganistão, Kosovo e o conflito israélo-palestiniano, durante o qual foi ferido por um tiro de um atirador furtivo em Naplouse, em 2002.

Gilles Jacquier foi o primeiro jornalista ocidental a ser morto na Síria.

Durante uma entrevista com France 2, Alain Juppé prestou homenagem à Gilles Jacquier:

"Eu gostaria também de saudar a memória de Gilles Jacquier que era um grande repórter, nós sabemos , o que levou ao fundo este trabalho que é o trabalho da liberdade de expressão. Um dos meios para lutar contra o que se passa na Síria, é dizer a verdade. E para dizer a verdade, é preciso que os médias tenham acesso à Síria. É extraordinariamente arriscado, nos acabamos de o ver, mas está na honra, eu creio, do trabalho de jornalista, correr estes riscos para fazer prevalecer a verdade e a livre expressão democrática."

Rémi Ochlik

Fotógrafo de guerra francês, Rémi Ochlik foi morto no dia 22 de Fevereiro de 2012 durante o bombardeamento do quarteirão de Baba Amro em Homs na Síria.

Em 2004, quando ainda não tinha terminados os seus estudos, ele parte para cobrir as manifestações contra o presidente Aristide no Haiti. O seu trabalho é coroado com o prémio Jovem Repórter François-Chalais e difundido durante o festival Visa pela Imagem de Perpignan. Ele funda então a sua própria agência de imprensa, IP3 Press, cujo objectivo é de cobrir os conflitos no mundo, à exemplo da guerra na República democrática do Congo em 2008. Em 2011, ele cobre as revoltas e conflitos das Primaveras árabes na Tunísia, Egipto, Líbia e Síria. Ele obterá vários prémios pelas suas fotos, incluindo à titulo póstumo.

Dernière modification : 23/09/2014

Haut de page